Home Formação A importância de um terceiro idioma no âmbito profissional

A importância de um terceiro idioma no âmbito profissional

Falar um terceiro idioma melhora o currículo
Falar um terceiro idioma melhora o currículo

Graças às sólidas relações econômicas e posição geográfica do Brasil, ser fluente em inglês ou espanhol já  representa requisito básico e não mais diferencial profissional entre candidatos ao primeiro emprego. Por isso, conhecer uma terceira língua passa a ser uma vantagem competitiva de grande valor agregado para quem quer conquistar uma boa vaga no mercado de trabalho.

O tema vai muito além de uma garantia de emprego. Terceiro idioma no currículo amplia as chances na hora de iniciar uma pós-graduação, de obter uma bolsa de estudos – principalmente no exterior – , de passar à frente de candidatos durante um processo de seleção, de elaborar um currículo com um diferencial, enfim, ter uma titulação mais consistente e garantir o seu marketing pessoal antes mesmo de ser chamado a uma entrevista.

Segundo pesquisas já realizadas por empresas de consultoria do país, para 58% dos empreendimentos, o conhecimento de um terceiro idioma é fator decisivo na contratação de novos colaboradores. Esse alto índice se deve a fatores sócio-econômicos que atualmente influem na realidade do nosso país e fazem com que a economia internacional volte seus olhos para o boom do nosso desenvolvimento. A questão da internacionalização das empresas, seja por meio de sobrevivência ou diferencial competitivo, está cada vez mais forte e, consequentemente, o mercado de trabalho vai se adaptando a essas mudanças e impondo novas regras que são essenciais para alcançar resultado final  qualificado.

O Brasil é o alvo estratégico da vez e todas as apostas se direcionam ao mercado brasileiro. E como podemos estar preparados para que todo este contexto gere um intercâmbio de satifasções e benefícios? Apostar no aprendizado de novos idiomas é resposta chave. Hoje o mundo já sabe que o mercado verde e amarelo é constante de turismo e negócios e as pessoas que viajam a esse destino se sentem mais confortáveis quando atendidas por alguém que fale, mesmo de forma rudimentar, o idioma delas. E mesmo quem se expressa em chinês, japonês e coreano passa à frente de candidatos que desconhecem essas línguas, por mais que a bagagem profissional e/ou acadêmica seja superior.

Sendo assim, a escolha de um terceiro idioma está diretamente relacionada com o objetivo de diferenciação. A preferência na contratação de novos colaboradores para funções operacionais é ainda o inglês. O espanhol, o japonês, o francês, o alemão, o chinês (mandarim), o árabe, o russo e ainda o coreano completam, respectivamente por ordem de interesse, a lista dos idiomas que têm feito a diferença no mercado de trabalho.

Mais que certificados de conhecimento em outros idiomas, os candidatos necessitam saber utilizá-los com desenvoltura e muito jogo de cintura para contornar situações diárias no ambiente de trabalho. Além de apresentar o diploma, é interessante que o candidato conheça também a cultura do idioma, que muitas vezes, é requisito fundamental para uma negociação internacional. É preciso desmembrar o conhecimento, dividí-lo em compreensão, conversação, escrita e leitura.

Na hora de elaborar seu currículo é de fundamental importância deixar bem claro o seu nível de aprendizado de cada idioma, pois ele lhe será cobrado posteriormente na hora da entrevista pessoal.

  • Nível básico: significa que você aprendeu suficientemente os cumprimentos básicos em outro idioma.
  • Nível intermediário: é quando se tem um bom conhecimento do vocabulário, mas dificuldades para formar frases.
  • Nível avançado: temos que ter cuidado com este nível, pois você pode estar avançado somente na conversação ou na língua escrita.
  • Nível fluente: quando você tem a capacidade de dominar o idioma, em termos de entendimento, conversação e escrita.

Na hora da escolha busque informação sobre determinado idioma e traçe um paralelo com o objetivo de sua motivação para estudá-lo. Podemos dizer que há línguas específicas, em que cada área possui o que chamamos de idioma nativo. Áreas da saúde, pesquisa e biologia por exemplo, precisam do inglês para poder entender determinados termos técnicos e acompanhar as pesquisas que já estão sendo feitas no exterior. Para quem deseja exportar ou importar produtos típicos latino americanos, o espanhol é muito interessante. Já na área de robótica, o alemão configura como idioma prioritário, pois a Alemanha é grande fornecedora de máquinas. A área gastronômica está diretamente ligada ao francês e assim por diante.

Temos que pensar sempre contemplando a questão da globalização, onde sempre teremos um país com uma maior referência. Já tivemos o inglês, que ainda tem uma importância muito forte. Tivemos o espanhol, que foi uma explosão da época em que se consolidou o Mercosul, assim como hoje em dia temos o chinês – mandarim. A China, hoje em dia, é uma grande fornecedora, tem um crescimento aproximadamente duas vezes comparado ao Brasil, tem um alto poder de consumo e um produto que começa a ter qualidade com menor preço. Aprender o mandarim atualmente é um excelente investimento de médio a largo prazo, porque é um idioma que exige muito além de dedicação. O tempo da maturação do idioma é alto (leva 3 anos para falar com fluidez mínima de uma forma que o chinês possa entender), a ausência de um alfabeto e a entonação formam particularidades que tornam o processo de aprendizado mais lento.

É evidente que aprender terceiro idioma somente nos traz vantagens, além do poder da comunicação em grande estilo com um maior número de pessoas, nos campos pessoal e profissional, também é fato que as oportunidades só tendem a crescer. E a questão ainda é maior avaliada quando observamos que, ao decidir aprender um novo idioma, estamos decidindo ampliar nosso contexto sócio-cultural e explorar a nossa visão de mundo e de conhecimento. O ritmo de crescimento das novas tecnologias  e as enormes possibilidades que oferecem a rede de comunicações atual favorece a aparição de um sistema global de comércio em que não existem os limites de ação. Qualquer média empresa situada em algum ponto remoto do mapa mundial tem a capacidade de criar novas redes de colaboração e comércio com outras companhias. O único que necessita é um vínculo comunicativo com seu interlocutor para facilitar a interação entre ambos. E é na figura deste vínculo que encontraremos a importância do conhecimento de idiomas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Check Also

Startup Brasil

Que os olhos estrangeiros estão brilhando quando se fala de Brasil já não nos é novidade, …