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Anomia do trabalho: características gerais

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Falta de emprego pode gerar anomia do trabalho
Anomia do trabalho, conceito de Émile Durkheim

Países da Europa, como a Espanha, por exemplo, sofre em níveis consideráveis por causa da alta falta de emprego entre quase todos os setores da sociedade. No Brasil grande parte da classe trabalhadora atua no campo informal, ou seja, sem carteira assinada, com os riscos de instabilidade na receita em cada mês.

Dentro do Japão não é novidade a existência de trabalhadores demitidos suicidas, cuja falta de emprego representa a pior desonra ao seio familiar. Independente da nação a crise na geração de postos de trabalho pode gerar anomia.

Anomia: Conceito de Émile Durkheim que consiste no estado de falta de objetivos e perda de identidade, provocado por intensas transformações ocorrentes no mundo social moderno.

Durkheim sugere que com o nascimento do capitalismo os conceitos de razão foram implantados à população trabalhadora no sentido de explicar as virtudes do mundo, acontecendo assim o rompimento brusco dos valores tradicionais de religião e da família – apontada em anos posteriores por Theodor Adorno como única saída de evitar as influências negativas da indústria cultural.

Globalização junto com modernidade não foi aspecto que favoreceu a evolução dos valores por causa dos intensos problemas sociais. Quando os seres humanos não conseguem realizar os desejos por causa da falta de trabalho pode surgir vazio em consequência da falta de dinheiro para manter o padrão de consumo.

No capitalismo moderno não ter dinheiro e trabalho pode causar sentimento de estar em deriva de participar do modo inconsciente dos processos sociais, fato que aumenta o sentido de perda total da atuação consciente e identidade, problemas vitais para estabelecer a confiança para voltar ao mercado.

Durkheim: o suicido

Durkheim concebeu a teoria no final do século XIX, em Paris, momento crítico da globalização, no trabalho intitulado “O suicídio” – matéria indispensável nos cursos de graduação em Direito reconhecidos no MEC (Ministério da Educação e Trabalho).

O autor pressupõe problema nas formas de consumo, se as pessoas não consomem segundo o status imposto pelo meio, então existe a tendência suicida.

Durkheim enxerga consumo como fato social: “Toda forma do ser agir, fixa ou não, suscetível em exercer no homem coerção exterior, geral na sociedade dada, independente nas manifestações sociais”.

O pensador procurou demonstrar que na sociedade existem diretrizes que não funcionam em harmonia. De modo específico, os fatores sociais da sociedade moderna, caso da necessidade do trabalho para consumir, por exemplo, exercem influência talvez decisiva na vida dos indivíduos com tendência suicida.

Foto: refletindofe.blogspot.com

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