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Balanço estatístico de acidentes no trabalho

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O indice de acidentes de trabalho aumenta no Brasil desde 2001.

O índice de acidentes de trabalho no Brasil aumenta anualmente. Na prática o país não consegue equilibrar crescimento econômico com melhores condições de trabalho. No ano de 1975 o Brasil encontrou o seu declínio trabalhista quando bateu o recorde histórico de acidentes no trabalho com quase 2.000.000 de casos. Com isso, não foi difícil diminuir o número assustador da época. Aparentemente os governantes tinham aprendido e o índice nunca mais voltou a subir no século passado. Virado o mesmo, a taxa retomou seu crescimento desenfreado.

Segundos dados coletados no Observatório do Mercado de Trabalho Nacional, órgão ligado ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), o índice não para de aumentar desde o ano de 2001, quando o valor era de 340.251 trabalhadores. Só no ano de 2007 o número passou a ser de 653.090. A probabilidade de aumento é tão grande que desde então o Observatório não divulgou mais pesquisas a respeito.

Seguindo o mesmo estudo de 2007, São Paulo é o Estado disparado com maior número de incidências deste gênero diante o sexo masculino, com 168.418, seguido do Ceará (52.213) e da Bahia (37.395). A capital paulista paga o preço de ser a espinha dorsal da produção nacional e assume também o topo estatístico com os acidentes femininos ocorridos no itinerário, são 63.945 mulheres contabilizadas, sendo que o Espírito Santo (16.498) e o Ceara (16.058) seguem às posições respectivamente.

Como o instituto por algum motivo suspeito não divulga mais dados sobre o fato desde 2007, cabe buscar algumas informações adicionais no INSS (Instituto do Seguro Social Nacional), onde os registros aumentaram para quase 750.000 casos, com um aumento de 13% só em 2008. Muitos dizem que não foram os casos que aumentaram, mas sim a fiscalização do governo. Também vale frisar que o NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico) aumentou o seu poder de atuação – alguns casos que antes não eram considerados como acidente de trabalho agora são contabilizados na média final. Neste sentido, cabe aos empreendedores investir mais no setor para não pagar altas indenizações impostas por decisões jurisdicionais.

Apesar de tanto aumento, pelo menos os óbitos relacionados com acidentes no trabalho diminuíram. Houve redução de 2.845 para 2.757, de 2007 para 2010. Em contra partida, no mesmo período houve aumento considerável nos acidentes que causam deficiência física permanente, de 9.389 para quase 12.100 casos, representando um aumento porcentual de 28%.

Os afastamentos com mais de 15 dias aumentaram 23,3%. Ressalta-se que as lesões que mais obtiveram aumento são as causadas na região do ombro.

Foto: Buscarempleo.es

2 Comments

  1. thiago

    8 novembro, 2011 at 10:19 am

    vcs sabem qual eo percentual de acidentes em 2011

    Reply

    • Renato Duarte Plantier

      8 novembro, 2011 at 10:38 am

      Olá, Thiago.
      Também estou a procura. Imagino o índice 2011 deve sair só no início do ano que vem.
      Obrigado por visitado o EQT.

      Reply

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