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Greves gerais nos Estados Unidos e Canadá

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Greves gerais do mundo
Greves gerais nos Estados Unidos e Canadá

Antes da Segunda Guerra Mundial o mundo não tinha potência e sistema de economia dominado como acontece no capitalismo atual que domina as ações dos mercados internacionais inclusive de nações tidas como socialistas, caso de Cuba, Rússia e China.

Dentro da América do Norte os trabalhadores tinham maior espaço reivindicativo com doutrinas marxistas, abolidas nos Estados Unidos após a vitória frente ao nacional socialismo de Hitler e as batalhas ideológicas da guerra fria. Conheça greves gerais que marcaram a história da região.

  • Greve geral de Winnipeg (1919): Movimento influente do Canadá, plataforma para futuras reformas do trabalho. Trabalhadores dentro das indústrias de construção e metal tentaram reforçar a capacidade de negociação, criando guarda sindicatos e conselho de edifícios comerciais para abranger os metais e materiais de construção. Às 11h na quinta-feira de 15 de maio, quase toda a população trabalhadora aderiu à greve. Algo em torno de trinta mil pessoas dos setores públicos e privados saíram dos empregos.
  • Greve de Seattle (1919): Quase 35.000 trabalhadores do estaleiro reivindicaram aumento salarial. O Conselho do Trabalho convocou parada geral na cidade, em apoio. Eram sessenta mil membros de sindicatos unidos com quarenta mil cidadãos da força de trabalho informal e simpatizantes.
  • Greve de São Francisco (1934): A greve geral clássica envolve trabalhadores que podem não ter participação direta no resultado final. Por exemplo, em São Francisco 1934, ambos os trabalhadores sindicalizados e não sindicalizados usaram quatro dias para protestar contra a polícia e as táticas de empregadores que mataram dois manifestantes. Movimento popular em apoio às reivindicações de estivadores e marinheiros.
  • Greve de Minneapolis (1934): Greve geral não é sempre clara. Em Minneapolis 1934 a construção civil atingiu a simpatia dos movimentos de caminhoneiros para protestar contra a violência policial aplicada aos manifestantes. Milhares de outras classes trabalhistas apoiaram os grevistas. De modo oficial a solidariedade não adquiriu o alcance necessário para caracterizar como “geral”.
  • Greve Oakland (1946): No mês de outubro as mulheres em duas lojas de departamento entraram em greve. Em 1° de dezembro, 400 membros da força de polícia da cidade foram empregados para furar o movimento. A polícia conseguiu quebrar a linha de piquete, mas as ações criaram greve geral espontânea em toda a cidade. Quase 130 mil pessoas abandonaram os postos de trabalho e paralisaram a máquina econômica da cidade.

De acordo com Howard Zinn, os participantes da greve eram em maioria filiada à Federação Americana do Trabalho. O plano inicial estava no ideal pacífico. Mas a paz acabou depois de invasões e prisões, na sede do partido Socialista. Trinta e nove membros do IWW foram presos como “anel-líderes de anarquia”.

Foto: mildimonis.blogspot.com

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