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Invasão de privacidade no trabalho

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É importante que a nossa privacidade não é invadida em qualquer processo de trabalho

A invasão de privacidade é algo bem natural na maioria dos ambientes coorporativos brasileiros, seja com funcionários ou candidatos em processos de seleção. As mais diversas dificuldades financeiras podem surgir inesperadamente, o que pode culminar com o registro na temida lista do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), um dos principais motivos para recrutadores não recrutarem trabalhadores, independentemente do preparo do recrutado. De fato, a invasão de privacidade vai desde o acesso ao SP até a consulta no SPC.

O antagonismo fica completo quando se está desempregado, momento esse difícil de negociar a dívida. Muitas empresas acabam rejeitando candidatos ou mesmo despedindo funcionários com nome sujo. Contudo, nenhuma alega que essa foi a principal causa da rejeição uma vez que as leis trabalhistas não permitem que o fato proceda.

“Se o candidato perceber que foi descartado de uma vaga de emprego por ter o nome sujo, ele pode procurar o Ministério do Trabalho e fazer uma denúncia”, afirma a advogada Gisele Laus.

O assunto é tão complexo que atualmente pauta também as discussões políticas. Como muitos sabem, atualmente existe um projeto na câmara dos deputados para que se evite a instalação de câmeras que são colocadas com o intuito de espionar funcionários, o que fatalmente pode culminar com o desacordo de diversas leis trabalhistas relacionadas com invasão privada do cidadão ou assédio moral.

Nem mesmo o Cadastro para Pessoas Físicas (CPF) deve ser solicitado durante a entrevista de emprego. “As empresas não podem exigir o CPF do candidato na hora da entrevista ou em qualquer outro momento do processo seletivo”, atesta a advogada. Contudo, na hora da contratação não existe outro jeito se não divulgar os dados.

Mídias sociais e espionagem do patrão!

Na prática, candidatos são frequentemente observados, seja pela saúde financeira diante a sua legítima condição de ativo seja pelas mídias sociais. Nelas os empregadores podem descobrir se as informações de um currículo procedem ao passo que acaba sendo um grande meio para descobrir, por exemplo, se um funcionário que alega estar doente está postando sobre algum passeio que foi realizado no mesmo horário da dispensa.

Quanto maior o aperto da legislação mais formas de espionagem acabam sendo idealizadas, e neste sentindo a web participativa acaba sendo um ponto chave em épocas profissionais contemporâneas. Fique atento e utilize a mídias sociais com uma visão mais profissional do que por lazer. De certa forma, com a proliferação da web participativa, o tempo para brincadeiras neste ambiente colaborativo está com os dias contados para os grandes profissionais.

Foto: 姒儿喵喵 no Flickr 

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