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Jovens no mercado de trabalho, boas perspectivas para 2011

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Para 2011, estima-se que o desemprego no Brasil recue 0,3%.

Hoje o Brasil apresenta um índice de desemprego abaixo dos países ricos e, pelo menos nas áreas metropolitanas, abaixo da média mundial. Um jovem em busca de emprego encontrará uma oportunidade mais facilmente no Brasil do que nas grandes cidades européias ou americanas. Hoje, pela primeira vez, há mais jovens desempregados nos Estados Unidos e na Europa que no Brasil, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O fenômeno da troca de posições entre emergentes e ricos é um espelho de uma situação no mercado de trabalho que tem surpreendido até mesmo os especialistas. O desemprego não caiu nos países ricos, apesar do fim da recessão, enquanto em algumas das grandes economias emergentes chega a faltar mão de obra.
“Hoje, o Brasil está em uma situação melhor que antes da crise em termos de geração de emprego”, afirma Theo Sparreboom, economista da OIT. Apesar da explosão do número de empregos, a qualidade dos trabalhos, salários e proteção social ainda são problemas que o País terá de enfrentar. “A taxa de emprego não é o único indicador. Salários, qualidade do emprego e vulnerabilidade ainda são altas na região”, diz Manuel Salazar Xirinachs, diretor do Departamento de Empregos da OIT.

Um dos motivos para que a taxa de desemprego no Brasil tenha alcançado patamares pré-crise, chagando a 6,2% em setembro do ano passado, seria o crescimento da economia, que, junto com Argentina, Colômbia e México, apresentou alta entre 4,5% e 7,5 “O Brasil é um dos raros casos onde há uma tendência contrária ao que ocorre pelo mundo”, diz a OIT. Segundo o governo, 2,5 milhões de empregos foram criados em 2010.

A situação dos jovens é um exemplo dessa troca de posições entre emergentes e ricos. Em 2007, ano que antecedeu a pior crise econômica mundial em sete décadas, a situação dos jovens era exatamente a oposta do que se vê hoje. Naquele ano, apenas 12,4% dos jovens nos países ricos não tinham trabalho.

O número aumentou em 2010 para 18,2%, e não há sinais de queda. Um dos países onde a situação é mais crítica é a Espanha, destino de 5 milhões de imigrantes em apenas dez anos em busca de trabalho. Muitos eram jovens. Em 2010, o desemprego entre jovens chegava a 39%.

Já no Brasil, o crescimento da economia permitiu o contrário. De uma média de 14% de desemprego entre os jovens em 2007, a taxa no País caiu em 2010 para 12,5%, abaixo mesmo da média mundial de 12,6%. A taxa também é inferior à média do Sudeste Asiático. Em 2003, 20% dos jovens nas áreas metropolitanas no Brasil não tinham trabalho. Para 2011, estima-se que o desemprego na região recue 0,3%.

“O desemprego entre a população jovem é uma prioridade mundial. A fraca recuperação dos empregos decentes reforça a incapacidade das economias em garantir um futuro para todos os jovens”, disse o diretor geral da OIT, Juan Somavia.

Foto: *Bloco no Flickr

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