Manifestações políticas na Europa e Ásia no dia do trabalho

Europeus e Asiáticos aproveitam o feriado do dia mundial do trabalho para realizar manifestações políticas contra a crise mundial

Grupo de manifestantes no dia do trabalho na Espanha

A crise mundial insiste em não acabar no mundo. Muitos trabalhadores estão perdendo empregos, salários, moradia, etc. Os governos europeus só anunciam medidas de diminuição, desde salários até aumento de inflação ou queda de poder cambial. Alguns países europeus e asiáticos aproveitaram o feriado mundial do dia do trabalho para realizar manifestações políticas contra a crise mundial, reivindicando melhores condições de trabalho.

Em Moscou, houve protestos de manifestantes e ativistas organizados por diversos líderes da oposição. Também ocorreu forte lembrança à situação atual da Síria. Já na Alemanha, em Hamburgo, manifestantes com ideologia anticapitalista marcharam nas ruas logo durante a madrugada. Houve conflito direto com a polícia e a violência foi espantosa: Pedras, canhões de água, bombas, carros queimados, lojas destruídas e pessoas presas. Sem dúvidas foi o país que teve protestos com maior nível de violência.

O plano de austeridade elaborado pelo governo trouxe milhares de gregos às ruas. Em um ano, aproximadamente 160.000 trabalhadores ficaram desempregados. Houve até mesmo manifestação contra a operação da OTAN na Líbia. A embaixada francesa foi manchada de tinta vermelha de sague, uma crítica direta às ações políticas radicais aplicadas por Sarkozy à Líbia.

O governo turco autorizou pelo segundo ano consecutivo à população protestar brandamente contra melhores condições de trabalhos e maiores salários. Foram contabilizados aproximadamente 200.000 manifestantes. No país só pode haver manifestações do gênero com autorização prévia do governo. Com isso, os governantes possuem mais tempo para cercar e policiar o local com o intuito de evitar grandes violências já marcadas pela história dos movimentos políticos internos do país.

Em Seul, Coréia do Sul, mais de 50 mil pessoas se organizaram para pedir aumento de salário mínimo e reformas emergenciais nas leis da legislação trabalhista. O impressionante foi o sincronismo do movimento. Tudo muito bem ensaiado: gritos de guerra, agitação de bandeiras e de faixas balançando ou penduradas em todo tipo de construção.

Em Hong Kong a população se fantasiou e realizou um protesto com bastante humor, a imagem dos principais governantes foram negativadas em bandeiras que traziam chifres ou tons extremamente negativados. Existia até mesmo arte com papelão e adesivos que representava os políticos com tamanhos enormes que eram fixados com fitas adesivas nas costas de unidades de manifestantes. Apesar do humor, a população está muito revoltada uma vez que o custo de vida tem subido rapidamente em detrimento do salário-mínimo que não recebe nenhum ajuste.

Foto: rodcasro no Flickr

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