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Mercado de Trabalho de um motociclista profissional (motoboy) em São Paulo

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Trabalhar de motociclista profissional em São Paulo é uma boa oportunidade de emprego

A cidade de São Paulo cresce. A grande capital produz mais e mais, aumentando constantemente e consideravelmente a estrutura metropolitana. Também não é novidade: Quanto maior o crescimento menor é a qualidade do trânsito. Para deploração das vias, não existe outra saída a não ser a privatização. Uma realidade bem taxativa e custosa monetariamente e temporalmente – tempo é dinheiro, as duas características se completam.

Os empreendedores não podem resolver o problema do transporte público, porém, precisam fazer as entregas e cobranças, de dinheiro ou documentos, para que a rotina da empresa não seja afetada, culminando com queda no fluxo de caixa. Com isso, há necessidade de contratação de motoboys, motoqueiros destemidos que auxiliam o andamento diário das empresas. Sem eles, o sistema econômico brasileiro, principalmente na região sudeste, quebraria.

Esta é uma profissão que, antes de tudo, exige duas características pessoais: destreza e coragem. É interessante notar que este mercado abrange qualquer tipo de profissional, jovem ou idoso, que possua mínima experiência na área, uma vez que a oferta de emprego, muitas vezes, permanece além da demanda. Nas grandes capitais brasileiras, principalmente em São Paulo, é muito difícil encontrar um motoboy desempregado.

O Sindicato de Auto Moto Escola de São Paulo demonstra o boom das habilitações tipo A, de 2002 a 2008 ocorreu um amento de 147% para o público masculino. Porém as mulheres também possuem destaque com 253% de cadastros a mais do que em 2002. Em São Paulo, entre o fim de 2008 e início de 2009 existiam 600 mil motocicletas documentadas na capital.

A destreza e a coragem não são para enfrentar a morte, mas sim as péssimas condições do trânsito. As estatísticas da CET mostram que em 2006, somente 19,2 dos motociclistas mortos no trânsito eram motoboys profissionais, sendo que a grande totalidade era de motoqueiros particulares que não usavam o veículo como instrumento de trabalho, mas sim como meio de transporte. Muito diferente do que a verdade factual enraizada no senso comum da população.

De acordo com a Abram (Associação Brasileira de Motociclistas), a falta de perícia dos motoqueiros não profissionais é o principal motivo de morte de motociclistas. “A pessoa que compra a moto para usar como transporte geralmente não tem a malícia com ela, ao contrário do motoboy, que faz curso e ao ser contratado já tem um tempo de trabalho”, afirma Lucas Pimentel, presidente da Abram. “E comprar uma moto para fugir dos congestionamentos já é uma tendência irreversível”, conclui.

Os motociclistas profissionais (motoboys) acabam agregando estereótipo negativo diante o senso comum que normalmente não diferencia ou analisa as estatísticas qualitativamente. Cabe aos desinformados estudar um pouco mais sobre o assunto. Respeitar o motociclista profissional, além de exercer a cidadania, é reconhecer a extrema importância desta profissão para o PIB da nação.

Foto: ÁlvaroBa no Flickr

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