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O fim da Carteira de Trabalho

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Com o crescimento populacional do Brasil, a carteira de trabalho entra em crise.

Muitos aposentados, contribuintes em grande parte da vida, se arrependem, uma vez que as aposentadorias do trabalhador comum são extremamente baixas, fora a burocracia que é o atual INSS. Perceba que quanto mais o índice populacional aumenta, mais difícil se torna para as empresas manterem os altíssimos encargos da Carteira Nacional de Trabalho. É matemática!

Antigamente nossos avós diziam que era bom manter um longo vínculo com as empresas. O tempo da brilhantina já não é mais o mesmo. Hoje é muito difícil acontecer uma relação duradoura. Isto se dá por diversos motivos, principalmente por causa das incumbências da Carteira de Trabalho. Manter um funcionário deste tipo é extremamente custoso.

Tanto o caráter informal da economia como a precariedade da aposentadoria brasileira, todos, representam que a Carteira de Trabalho tem os dias contados, a não ser que o governo reveja o sistema todo que está ao redor dela.

O escritor Jeremy Rifkin, na obra “O fim dos Empregos”, diz que estamos vivendo a terceira fase da revolução industrial, onde o impacto eletrônico modificou as formas de mão-de-obra e produção do trabalho. Quem estiver online, disponível 24h para trabalhos, está engajado no mercado de trabalho do futuro. Cada vez mais bater o cartão não é mais a solução.

Também existe outro aspecto, o documental. Existem algumas cidades onde tirar uma simples Carteira de Trabalho é um passo extremamente árduo e doloroso. Parece que o Estado não entende que quem precisa, necessita rapidamente. Em São Paulo o “Poupa Tempo” pode ser chamado de “Perca Tempo” durante os dias úteis, porém, o serviço paulista é considerado de primeiro mundo se comparamos, por exemplo, com o de Juiz do Fora, em Minas Gerais. Lá, é necessário acordar praticamente de madrugada para enfrentar uma enorme fila em busca do novo documento. Que demora!

Até mesmo o antigo presidente Luís Inácio Lula da Silva já fez uma analogia entre o fim da carteira do trabalho e o fim da escravidão: “Ninguém mais pertence a ninguém, o povo brasileiro pode ir e vir à vontade. Nenhuma corrente de emprego vai massacrar o povo novamente. Somos todos livres para ditar a maneira que queremos trabalhar e viver. Guardem a famigerada carteirinha azul de trabalho com muito carinho, pois ela é um ícone para o futuro”.

“Um aviso para os nossos netos e bisnetos. Um símbolo do tempo em que todos nós aceitamos sermos escravos de nós mesmos. Um tempo onde impusemos a nós mesmos limites invisíveis que não existiam. Quando tratamos os nossos clientes como chefes, os nossos fornecedores como inimigos, os nossos colegas como estranhos, a nossa educação como formalidade”. Sem dúvidas o presidente Lula é um exime orador e conhece muito bem a realidade do mercado de trabalho brasileiro. Seja você mesmo a sua empresa.

No Brasil, 45% dos trabalhadores são informais que trabalham para alguém ou por conta própria. Isto acontece porque um funcionário “CLT” equivale a três informais no giro salarial durante um ano, isto se dá devido às obrigações do empregador com CLT. Está na hora do governo brasileiro rever as leis trabalhistas.

Foto: Prefeitura de Olinda no Flickr

4 Comments

  1. augusto cesar carlos

    14 julho, 2011 at 6:02 pm

    Ola : gostaria de saber mais sobre mala direta.

    Reply

  2. augusto cesar carlos

    14 julho, 2011 at 6:04 pm

    de que se trata?

    Reply

  3. andrea de oliveira gomes

    30 janeiro, 2012 at 7:31 pm

    queria saber como faço para receber informaçoes

    Reply

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