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Promover ou contratar?

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A questão sempre aparece em casos como a contratação de novos empregados ou promover aqueles que já trabalham na empresa

Este é um grande dilema das empresas atuais. Afinal, o que é melhor? Contratar um profissional de fora que possui vasta experiência na função demandada ou promover um funcionário que executa parte da função qualitativamente.

O mundo cresce rapidamente e diferentes empregos são inventados a todo instante. Por vezes os selecionadores precisam contratar uma vez que ninguém da equipe está preparado para exercer atividade. Contudo, muitas vezes existem diversos profissionais internos que realizam grande parte da tarefa que está sendo disponibilizada, e mesmo assim não conseguem a chance tão sonhada e almejada diante anos de rotina.

O resultado já é bem conhecido entre os especialistas e estudiosos do trabalho: pressão no ambiente de trabalho. Os funcionários se sentem injustiçados e no mínimo pensam em um futuro cadastro em sites que disponibilizam vagas de emprego. Com esta atitude, certamente que o empreendedor estará colocando sua equipe preparada em alto risco.

“Tenho notado que muitos diretores têm buscado recolocação porque na promoção para CEO, foi indicado alguém de fora, sem muito critério. Isso desestimula os colaboradores e a companhia perde seus talentos”, afirma Eduardo Bahi, renomado Consultor de Carreira.

O empregado interno já possui amplos conhecimentos das rotinas administrativas e cultura organizacional da empresa. De certa forma não existe risco evidente em sua promoção contanto que o mesmo saiba exercer pelo menos 75% da tarefa.

O único revés que pode ocorrer é o tempo, alguns se adaptam na primeira semana, já outros em alguns meses. A questão do tempo deve ser balanceada na hora desta difícil escolha.

Contudo, a médio longo prazo a probabilidade de erro para funcionários externos é muito maior, fora a questão da adaptabilidade com rotina e equipe. Tenha em mente que se o funcionário externo não ocupar cargos novos ou inferiores, provavelmente existirão conflitos internos.

Os limitadores políticos ou sociais para alcançar cargos superiores são um dos principais culpados à fuga de mão de obra qualitativa das empresas. Quando o avanço de cargo se torna impossível, cedo ou tarde, os melhores profissionais vão procurar outras oportunidades com mais chances de crescimento, mesmo ganhando um pouco menos inicialmente.  Quem exerce uma atividade com qualidade possui bastante autoconfiança e fica mais corajoso para buscar novas chances profissionais.

Do mesmo jeito que o mercado de trabalho é altamente competitivo e só agrega os melhores profissionais, ele também estimula desejo de alto crescimento entre os mesmos. Pragmaticamente não é interessante traçar uma carreira profissional somente em uma empresa se a mesma não promove os funcionários pelos esforços empregados.

Foto: Horia Varlan no Flickr

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