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As condições precárias do metro brasileiro

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O Metrô Linha Azul de São Paulo

Pode-se dizer que usar o metro para ir e voltar do trabalho nas três grandes capitais do trabalho brasileiro (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte) é praticamente como embarcar em uma aventura, e bem desagradável. O metro nestas regiões durante o horário de pico é mais do que caótico, inviável. As condições do metro nos três grandes Estados destaques da produção brasileira estão precárias. Confira as péssimas condições precárias do metro brasileiro

Se prepare, muitas vezes, inesperadamente, se sai cedo de casa e se chega tarde ao trabalho, com a roupa limpa e passada para chegar com ela toda amassada e misturada com os inúmeros odores provindos do calor da aglomeração de pessoas amontoadas umas nas outras, não ha espaço para mover os braços. Quando está sol o ar condicionado não funciona, quando está frio não é necessário agasalhos, a fervura interna do vagão já aquece além do necessário.

O Em São Paulo a superlotação e o atraso são as duas grandes reclamações presentes na ouvidoria do metro. A estação Sé é a que mais recebe fluxo de passageiros com mais de 720 mil usuários diários em dias úteis. As plataformas ficam abarrotadas e o estresse fica nítido no ar. Existem até mesmo grades com propagandas que servem para auxiliar a ordem no local, porém elas são ineficazes, não organizam nada diante a imensidão.

Para escapar do fluxo muitos tomam o metro no sentido contrário para adentrar no vagão para o real sentido (retorno) antes que o mesmo chegue ao metro Sé, o que às vezes pode ser um enorme erro, pois o trem pode ir direto para garagem, o que frustra ainda mais o tempo da viagem. A problemática é tão explícita que existe até mesmo um vagão separado para embarque preferencial para idosos, deficientes físicos, crianças ou gestantes. Vale ressaltar que o atraso é tanto que o metro da cidade disponibiliza um atestado de atraso para justificar o mesmo no serviço.

Já no Rio de Janeiro, além dos atrasados e das superlotações, o calor interno no vagão é outra reclamação evidente. Não há vasão de ar. A temperatura pode chegar até 40 graus internamente. Uma sensação terrível, ainda mais quando o trem está lotado. Muitas pessoas andam precavidas e trazem roupas extras dentro de mochilas e bolsas para trocar o vestuário que fica suado. Tudo para chegar no trabalho com condições básicas de higiene.

A condição do metro em Belo Horizonte é a pior. As maiores reclamações são as superlotações. Rotineiramente todos os passageiros não cabem nem na plataforma de espera. Só existe uma linha com 28 km de extensão, ela começa na região de Contagem, passa através do Centro e segue para zona norte. Só em 2005 eram mais de 100 mil passageiros diários, hoje em dia são 200 mil. O trem anda a 40 km por hora e não é trocado há quase 10 anos.

Foto: Bruno Soares

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