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Crise na Europa: Economia e desemprego na Espanha

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Crise na Espanha

A Espanha, quarta grande economia dos países da zona do Euro, continua com discussões efervescentes no que tange a geração de novos empregos. O velho continente foi afetado consideravelmente pela crise econômica, sendo que protestos reivindicando mais emprego estão ficando cada vez mais contumazes.

Os maiores índices apontam piora para longo prazo. Taxa de desemprego da Espanha 2011 e suas estimativas para 2012. Segundo relatório semestral realizado pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) os espanhóis devem crescer 0,7% até o final deste ano. Sendo que para 2012 o órgão aponta arrefecendo para 0,3%. A taxa de desemprego na Espanha atual está aproximadamente na casa dos 21%, no ano que vem deve ultrapassar os 23%. Estes números simbolizam toda tensão encontrada em territórios espanhóis da atualidade.

O estudo sintetiza pouco crescimento para maioria dos países desenvolvidos. Toda economia dos países que integram o Euro deve cair minimamente até dezembro, obtendo ligeiro aumento de 0,2% em 2012. Corte no orçamento: Os empregos públicos estão sendo reduzidos diariamente em todos os tipos da administração do erário. Isso ocorre principalmente pela necessidade de satisfazer metas para evitar déficits públicos. Vale ressaltar que desde a crise mundial as contas da previdência social sentem bastante, pois 274 mil contribuintes deixaram de contribuir no respectivo período, aproximados 13% dos dois milhões com inscrição. Saldo migratório negativo!

De acordo com o INE (Instituto Nacional de Estatística) existem mais pessoas saindo da Espanha do que entrando para trabalhar. Previstas 450 mil chegadas contra 580 mil saídas, sendo 50 mil de cidadãos legítimos. Vale ressaltar que 34 mil espanhóis saíram do país em 2008 por problemas relacionados com falta de emprego. Entretanto, muitos profissionais gabaritados também buscam melhores renumerações ou posição empresariais. Neste sentido, sua força de trabalho perde força consideravelmente com 130 mil trabalhadores em fuga na busca por novas oportunidades. Sixto Muriel, subdiretor do INE, afirma que este valor ficará negativo pelo menos até 2020.

Imigrantes ilegais: Existem mais de cinco milhões de imigrantes ilegais na Espanha. Grande parte desta parcela afeta diretamente a economia local por não contribuir diretamente com a previdência. Entretanto, na falta de emprego muitos almejam regressar. O próprio governo espanhol promove planos para estes trabalhadores voltarem legalmente. Aproximadamente 30 mil pessoas já foram beneficiadas com esta medida. Esperança conservadora: O PP (Partido Popular) acabou de vencer as eleições presidenciais. Contou com ampla maioria nas urnas. Mariano Rajoy, líder conservador, estimula diversos discursos com tons nacionalistas, clamando pelo orgulho popular de ser espanhol. A oposição acusa veemente os conservadores de populistas. Cenário político efervescente! Leia mais Emprego na Europa, o Ranking dos Salários Europeus

Foto: moodboard no Picasa

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