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Desconto da greve consome salário na Comperj

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Complexo petroquímico da Comperj
Complexo petroquímico da Comperj
A principal via de acesso ao canteiro de obras da Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) com frequência fica lotada de operários que estão em busca de diversas mudanças no campo trabalhista. Remuneração média ganhou aumento de dez por cento entre todos os funcionários. Operários se revoltam com defasagem e decréscimo de 12% na remuneração por causa dos dias grevistas.

A Comperj paga R$ 300 de cesta básica. Mesmo assim possui o recorde de atrasos por conta dos movimentos grevistas destaque entre as grandes construções da atualidade, saldo de 82 dias, recorde na própria história dos movimentos grevistas brasileiros, com 58 dias no ano de 2012, conforme afirma o SINICON (Sindicato Nacional da Indústria da Construção Privada).

Em termos gerais os operários reclamam que mesmo com aumento de 10% em média o salario ainda continua defasado com relação à alta inflação existente em terras nacionais. No entanto, grande parte dos trabalhadores reconhece que o aumento de 2012 foi significativo se comparado com os outros anos de produção nas obras da Comperj, mas se revolta ao pensar que os 29 dias correntes da última greve deve receber descontos equivalente a 12%. Dentro da matemática não vale a pena, visto que existem 2% a mais de desconto do que o aumento. Trabalhadores reclamam de injustiça e mais valia, visto que muitos deles saem 5h30 ao trabalho e retornam apenas as 20h30 para a casa.

Censura

A Comperj representa instituição controlada pela Petrobrás, órgão do governo federal e por consequência de toda a população brasileira. O Estado de S. Paulo divulgou na edição XX que há duas semanas tenta realizar agendamento para visitar o interior das construções e ouvir os trabalhadores, mas não consegue resposta concedendo o alvará. A equipe de reportagem permaneceu por dias na entra principal da via, entrevistando os veículos e trabalhadores que passavam no local. O trabalho não pode ser concluído porque seguranças da empresa interromperam com a alegação de que os jornalistas estavam dentro da área reservada à empresa do povo.

Trabalhadores acreditam que os reajustes mínimos apenas saíram porque a greve no Comperj foi mais ampla entre todas as outras de grande porte existente no Brasil durante os últimos quatro anos. A ferramenta de pressão pode ser usada como arma principal nas próximas reivindicações salariais. Operários garantem ficar com os braços cruzados no mês de janeiro caso as negociações não evoluam para aumento de 12% no salário, menos de 03% do que as reivindicações de 2012.

Foto: blogdogrupoorguel.com.br

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