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Novo resgate de trabalhadores escravos em Mato Grosso

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Resgatados 4 empregados escravos em Mato Grosso
Resgatados 4 empregados escravos em Mato Grosso

Em Nova Monte Verde, há quase mil quilômetros de Cuiabá, foram resgatados quatro trabalhadores que estavam exercendo itinerário em condições análogas as dos escravos. Para alguns representantes do Trabalho a conjuntura dos ambientes pode ser pior até do que na época da escravidão, com falta de água, pouco espaço para leito e todas as condições que atentam à saúde e vida.

A ação foi organizada em conjunto entre o Grupo Especial de Fiscal Móvel da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e Ministério Público do Trabalho e o Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil de Mato Grosso.

Os trabalhadores foram encontrados em fazenda de caráter pecuário com área total de aproximados 14.500 hectares e cinco mil cabeças de gado. A força de trabalho estava reunida no escritório matriz da grande extensão de terra, se preparando para aplicar agrotóxicos nos pastos, com a supervisão do capataz. Tanto chefe como demais empregados não tinham capacitação teórica e equipamentos de proteção ou segurança no trabalho.

Condições sub-humanas para os trabalhadores

As instalações que abrigavam os alojamentos eram compostas por madeira envelhecida, sem nenhum tipo de condições para habitação aos seres humanos. Sem sistema sanitário, os trabalhadores realizavam necessidades fisiológicas no mato.

Banho e higienização pessoal feitos em córrego sem sistema de tratamento. A água utilizada para consumo e alimentação era retirada de um pequeno poço situado ao céu aberto, que também não tinha nenhum tratamento.

No córrego os trabalhadores lavavam as suas roupas contaminadas de agrotóxico nas águas do córrego, fato medido como infração contra as regras ambientais brasileiras.

Desnutrição no itinerário

Um dos fatos que mais causaram indignação nos agentes do Trabalho foi à alimentação que não era fornecia pelo empregador, com os empregados obrigados a arcarem alimentos utilizando recursos próprios dos salários baixos não registrados em carteira de trabalho. Vale ressaltar que os empregados não passavam por nenhum tipo de exame médico.

Ao todo o pagamento das indenizações ficou na faixa dos R$ 11.300, além dos vinte autos de infração lavrados.

Outros casos

No mês passado o Ministério do Trabalho já havia resgatados doze trabalhadores que exerciam trabalho com condições análogas dos escravos, há 800 km da capital, em fazenda situada no município de Castanheira.

Empregados em condições consideráveis subumanas, posições degradantes para a vida que fere todas as regras estipuladas pelos direitos humanos. Brasil está entre as nações que tentam lutar contra a proliferação do trabalho escravo caçado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Foto: profjairobrasil.blogspot.com

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