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Vergonha Nacional: Trabalho escravo no Mato Grosso

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Trabalho escravo no Mato Grosso
Trabalho escravo no Mato Grosso

Mato Grosso está entre os estado nacionais com maior incidência de situações trabalhistas do gênero. Empregadores não pagam preços justos além das condições precárias no trabalho que colocam em cheque a vida de toda força trabalhista empenhada nas realizações do itinerário. Em Cuiabá foram resgatados 12 trabalhadores que trabalhavam em ambientes com condições análogas da época dos escravos.

A ação conjunta foi feita pelo Ministério Público do Trabalho, Grupo Especial de Fiscal Móvel da Superintendência Regional do Trabalho em Mato Grosso (SRTE/MT) e polícia do grupo de operações especiais da polícia Civil.

Os empregados foram encontrados a 800 km da capital, em fazenda situada no município de Castanheira. Todos estavam em condições consideráveis subumanas para qualquer ser humano exercer itinerário.

Posições degradantes para a vida que fere todas as regras estipuladas pelos direitos humanos. Brasil está entre as nações lutadoras contra a proliferação do trabalho escravo caçado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Trabalho Escravo: O Euquerotrabalho.com já divulgou outras apreensões realizadas pelo MTE contra as condições de trabalho análogas a dos escravos. A CPI do Trabalho Escravo está corrente no planalto. Diversos líderes políticos ou servidores do Ministério afirmam que na atualidade brasileira existem trabalhadores que trabalham em situação pior do que a vivida no Brasil escravocrata.

Situações do momento: O coordenador do grupo que realizou a fiscalização depois de denúncias prestadas ao MTE afirmou que a zona rural abriga cerca de oito mil cabeças de gados. Os funcionários tinham sido contratados pelo filho do dono da fazenda.

Riscos de vida

Tinham como objetivo roçar o pasto e aplicar agrotóxicos – substâncias tóxicas que podem gerar inúmeros tipos de Câncer no organismo da força de trabalho. Trabalhadores eram tratados com menos qualidade do que o gado.

Condições deploráveis

Viviam em alojamentos feitos com barracas compostas de lona em pleno matagal. Além de não realizarem exame médicos com rotina para manter a saúde em dia, também não contavam com carteira assinada no trabalho considerado não doméstico.

Funcionários não tinham a disposição água para beber, preparar a alimentação ou mesmo realizar as higienes básicas. O banho era realizado no córrego ao lado da instalação que não tinha nenhum sistema de tratamento, sendo poluído diariamente.

Não existia nenhuma instalação sanitária, obrigando os cidadãos a realizarem necessidades fisiológicas ao meio do mato. Empregadores também deixavam de se preocupar com os equipamentos de segurança tidos como indispensáveis pelas leis vigentes para exercer itinerários do tipo.

Total de 22 auto de infração / Verbas indenizatórias: R$ 70 mil

Foto: lasraicesdelaencina.blogspot.com.es

2 Comments

  1. Raquel PM

    8 julho, 2012 at 12:19 pm

    Você faz bem em denunciar a vergonha nacional como a exploração de pessoas e explorando a miséria do povo. Este é um crime “contra a humanidade”

    Reply

    • Renato Duarte Plantier

      17 julho, 2012 at 9:34 pm

      Verdade, cara Raquel; Temos que ficar com os olhos sempre atentos contra os crimes que lesam os direitos humanos das pessoas que querem apenas trabalhar e sobreviver. Vamos ver se o Brizola Neto consegue diminuir o cenário caótico da atualidade. Um grande abraço.

      Reply

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